Apesar de 2,8 milhões dos jovens acompanhados pela Atenção Primária estarem com o estado nutricional saudável, os números de excesso de peso preocupam. O SUS na região Sul, na qual encontra-se o Rio Grande do Sul, detectou obesidade em 13,13% dos adolescentes acompanhados, maior índice do País.
Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com 11,48%; Centro-Oeste, com 10,91%; Nordeste, com 8,25%; e Norte, com 7,4%. A região Sul também é a que tem maior quantidade de jovens nessa faixa etária com obesidade grave. São 4,33%, ou seja, quase 25 mil adolescentes.
Orientação
O sobrepeso e a obesidade vêm se tornando uma realidade na vida e na saúde de crianças e adolescentes. A Atenção Primária é a porta de entrada preferencial para acolhimento e cuidado desses jovens, com ações de promoção da alimentação adequada e orientação sobre hábitos de vida saudáveis.
O Protocolo de uso do guia alimentar para a população brasileira explica que, nessa faixa etária, há menor consumo de frutas, verduras e legumes e maior consumo de alimentos ultraprocessados (como macarrão instantâneo, biscoitos doces e salgados, bebidas açucaradas e salgados assados e fritos), em comparação com pessoas adultas e idosas. Outro comportamento comum nessa fase da vida é a omissão do café da manhã.
O documento destaca ainda que a adolescência é uma janela oportuna para intervenções, uma vez que alguns padrões de comportamento relacionados à dieta e aos hábitos de vida podem ser estabelecidos, permanecendo na idade adulta e afetando diretamente a saúde dessas pessoas.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) reconhece a obesidade como um problema de saúde pública. Nesse contexto, o Ministério da Saúde alerta que algumas doenças eram observadas em pessoas de idade mais avançada, como hipertensão, doenças do coração e alguns tipos de câncer, mas agora atingem adultos jovens, adolescentes e crianças. A alimentação saudável é um dos pilares para reduzir estes riscos.
*com informações do Ministério da Saúde
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